Constituição Utopica
Nós, representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembléia Nacional Constituinte para instituir um Estado Democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias, promulgamos, sob a proteção
de Deus, a seguinte CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DOBRASIL. (Publicada no Diário Oficial da União nº 191-A, de 5 de outubro de 1988)
Aos 05 dias de outubro de do ano de 1988, nascia a esperança de um país igualitário utopicamente paradisíaco. A população almejava a tão sonhada Constituição Brasileira, Constituição esta que foi feita com grande maestria que serve até de exemplo para outros países, mas ao passar dos anos a população sonhadora se depara com a desilusão, pois a nossa constituição não parece que foi criada e sim copiada devido a só valer os deveres, os direitos esses que em parte são inexistente.
Infelizmente vivemos na República Federativa do Brasil onde a democracia não existe e a população é obrigada a viver alienada pelo sistema que não incentiva a busca da verdade e do conhecimento e a globalização vem contribuindo e influenciando a cultura de achar tudo pronto, portanto os Cidadãos de hoje vem cultivando esta mesma cultura o que deixará a nossa sociedade um tanto quanto alienada e inativa.
Sabemos que os Cidadãos de outrora sonharam, idealizaram, lutarame conceberam esta Constituição tão rica e tão bela de se apreciar e tão magnifica para se vivenciar, mas nos dias atuais não fazemos nada para viver esta rica beleza, simplesmente a cada eleição acreditamos que com o voto estamos fazendo valer a nossa Cidadania e mudando alguma coisa. E vem a pergunta: será que acreditamos na veracidade dos discursos dos candidatos que votamos? Será que a sociedade brasileira conhece o tesouro que existe na nossa Constituição? E tem consciência dos seus direitos já que só tem conhecimento de parte dos deveres?
Se todo cidadão brasileiro tivesse um pouco dos pensamentos e das visões de Aristóteles com certeza a nossa constituição seria uma grande realidade, uma vez que nós temos que conscientizarmos no bem coletivo como reza a Constituição em praticada e não deixar que o nosso país seja governado por poucos porque hoje nós andamos ocupados demais, com as nossas individualidades e até mesmo os nossos próprios preconceitos para nos preocuparmos com o “bem comum”.
Este ano esta sendo o ano das realizações das grandes conferências em todos os âmbitos e vem a pergunta será que as deliberações serão colocadas em prática ou será como a nossa constituição que só parte é efetivada?
A conclusão que chegamos é que vivemos em um país longe do paraíso imaginado na Constituição basta citar alguns artigos para vermos que existe uma contradição que se os Cidadãos de hoje se tornarem “Ativos” poderemos mudar este quadro e converter o que é utopico em realidade para que de fato o Brasil seja um País de Todos.
TÍTULO I – DOS PRINCÍPIOS
FUNDAMENTAIS
Art. 3º Constituem objetivos fundamentais
da República Federativa do Brasil:
I – construir uma sociedade livre, justa e
solidária;
II – garantir o desenvolvimento nacional;
III – erradicar a pobreza e a marginalização e
reduzir as desigualdades sociais e regionais;
IV – promover o bem de todos, sem preconceitos
de origem, raça, sexo, cor, idade e
quaisquer outras formas de discriminação.
Art. 4º, VIII, desta Constituição.
Lei nº 7.716, de 5-1-1989 (Lei do Racismo).
CAPÍTULO II
DOS DIREITOS SOCIAIS
Art. 6º São direitos sociais a educação, a
saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança,
a previdência social, a proteção à
maternidade e à infância,
a assistência aos desamparados,
na forma desta Constituição.
Artigo com a redação dada pela EC nº 26,
de 14-2-2000.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS:
CONSTITUIÇÃO FEDERAL.Versão compacta ridel. P.1003,106.
quarta-feira, 9 de julho de 2008
DIVISÃO SOCIAL DO TRABALHO E VALORES SOCIAIS
Os Valores de Émile Durkheim e Karl Marx
O sociólogo David Émile Durkheim, nasceu em 1851, e faleceu em 1917, era francês de boa família, formado em Direito e Economia, contudo sua obra inteira é dedicada a Sociologia. Para Émile Durkheim, um dos fundadores da sociologia, a educação é por natureza social e tem a função de desenvolver as competências e capacidades necessárias para preservar a sociedade. Vendo a sociedade como um todo e não dá importância as ações dos membros individuais. Durkheim atribui à educação duas funções simultâneas, a de homogeneizar e a de diferenciar. Afirma, que a sociedade só poderá perpetuar se renovar continuamente as condições da sua própria existência, e que essa renovação é feita através da educação, em que as gerações adultas atuam sobre as mais jovens. Homogeneíza transmitindo valores e normas básicas e comuns; diferencia especializando para as diversas tarefas no mundo do trabalho.
Seu trabalho dar início na reflexão e no reconhecimento da existência de uma “Consciência Coletiva”. Ele parte do pressuposto de que o homem seria apenas um animal selvagem que só se tornou humano porque se tornou sociável, ou seja, foi capaz de aprender hábitos e costumes característicos de seu grupo social para poder conviver no meio deste. Denominando este processo de aprendizagem como “Socialização”, a consciência coletiva do ser humano, tomaria como formação de acordo com a socialização e seria composta por tudo aquilo que temos formado em nossas mentes, servindo como orientação de como devemos ser, sentir e nos comportar. O que foi denominado como “Fatos Sociais”, afirmando ser os verdadeiros objetos de estudo da Sociologia. Nem todos os atos de um indivíduo é um fato social, para ser um fato social tem de acatar a 3 características denominadas como: generalidade, exterioridade e coercitividade. Generalidade: é a comunhão no pensar, agir e sentir de um grupo de pessoas. Exterioridade: é aquele fato que esta intrínseco no indivíduo. Mesmo que o indivíduo queira roubar, matar ou cometer qualquer ato ilícito, ele não o fará, mas não por que está proibido pela lei para tais atos, mas por estar acima de sua vontade o limite do que pode ou não ser feito. Coercitividade, é a obrigação do indivíduo a seguir determinada orientação, conceito ou norma já preestabelecida pela sociedade (Estado). “As regras do método sociológico”, livro publicado por Durkheim, define uma metodologia de estudo, que embora sendo em boa parte retirada das ciências naturais, retrata a importância da nova ciência. Tornando necessária a revelação das leis que regem o comportamento social, em seus estudos, ele concluiu que os fatos sociais abrangem toda a sociedade, o que só é possível se aceitarmos que a sociedade é um conjunto de um todo. Sendo assim, qualquer alteração afeta toda a sociedade, o que quer dizer que se algo não vai bem em algum setor da sociedade, toda ela sentirá o efeito. Partindo deste ponto de vista ele desenvolve dois dos seus principais conceitos: Instituição Social e Anomia. A instituição social é um mecanismo que protege a sociedade, ou seja, é um conjunto de regras e procedimentos padronizados socialmente, reconhecidos, aceitos e admitidos por ela, cuja importância estratégica é manter a organização do grupo satisfazendo as necessidades dos indivíduos os quais fazem parte. As instituições são conseqüentemente conservadoras por essência, podendo ser a família, a escola, o governo, a polícia ou qualquer outra, elas atuam, pela manutenção da ordem não admitindo mudanças. Durkheim esclarece e defende em sua obra o quanto acredita que essas instituições são valorosas, sendo assim considerado como um conservador, causando antipatia a sua obra durante muitos anos, dedicou-se ao estudo da criminalidade, do suicídio e da religião, discípulo genial de Comte, sistematizou algumas de suas idéias e foi o primeiro a usar efetivamente a expressão “Sociologia” para referir-se ao estudo em pauta, que seu mestre ainda chamava de “Física Social”.
Karl Marx era alemão, nasceu em 1818 e faleceu em 1883, seus pais eram judeus que tiveram que se converter ao cristianismo em função das restrições impostas à presença de membros de etnia judaica no serviço público. Era filósofo e com base em seus pensamentos, fundador da sociologia alemã, tinha como objeto de estudo a ação social. Entendia por ação social todo o comportamento intencional que se desenvolve num sistema de interação ou interdependência social entre a sociedade e o indivíduo. Marx foi o homem mais odiado e mais caluniado de seu tempo. Governos, tanto absolutos como republicanos, deportaram-no de seus territórios. Burgueses, quer conservadores ou ultrademocráticos, porfiavam entre si ao lançar difamações contra ele. Tudo isso ele punha de lado, como se fossem teias de aranha, não tomando conhecimento, só respondendo quando necessidade extrema o compelia a tal. E morreu amado, reverenciado e pranteado por milhões de colegas trabalhadores revolucionários - das minas da Sibéria até a Califórnia, de todas as partes da Europa e da América, muito embora, possa ter tido muitos adversários, não teve nenhum inimigo pessoal. Marx achava que não era o conhecimento espiritual que mudava a produção da existência e, consequentemente, a vida social, mas exatamente o contrário: com a atividade prática, a revolução, o corpo social transformava também a sua subjetividade. Marx tinha um pensamento prático e político que muitos entenderam como sendo um método a determinar a realidade, chamando-o de materialismo histórico e dialético, que mais tarde veio a ser denominado de marxismo. Inicialmente não houve grande aderência a estas teorias marxistas no âmbito da sociologia, mas com os movimentos estudantis e em conseqüência dos primeiros sintomas de crise econômica e de conflitos entre vários grupos sociais nos finais dos anos 60, surgiram idéias fundamentadas no marxismo e em oposição às teorias funcionalistas baseadas no consenso da ordem social. Estes autores marxistas analisam a base conflitual da ordem social e a função de reprodução social através da educação de uma perspectiva muito crítica. O processo de crítica ao pensamento de Marx iniciou-se desde a publicação de suas primeiras obras, e continuam até hoje. As críticas da época em que ele estava vivo receberam respostas por parte dele e Engels, e, posteriormente, pelos seus seguidores e por intelectuais preocupados em conhecer o pensamento de Marx, chegando à conclusão de que exclusivamente a partir do ponto de vista de quem não tem absolutamente nada a perder se pode desejar a enxergar a verdade.
Passa a entender melhor as diferentes abordagens sociológicas de Durkheim, quando se tem em consideração o ambiente cultural da época na Alemanha e na França. Enquanto na Alemanha a sociologia desenvolve-se entrosada com a história, a economia e a psicologia, Na França o positivismo de Durkheim, que toma como modelo científico a física clássica, distanciando-se das influências da psicologia, destaca-se por várias de suas reflexões, das quais enfatizamos o seu estudo pormenorizado do suicídio; a afirmação de que o homem possui duas consciências distintas (Coletiva e Individual); a concepção de que a sociedade é estruturada pela divisão de trabalho social; a tese de que nem todos os fatos designados de "social" são fatos sociais, posto que existe o fato normal e o patológico; etc. Dentre as suas reflexões, as atinentes aos fatos sociais merecem especial destaque. Para Durkheim o homem era dotado de duas consciências: Consciência Coletiva: é a consciência imposta pela sociedade, onde ela estabelece o que pode e não ser feito; quais os limites, direitos e deveres de cada um, existente em cada indivíduo. Consciência Individual: é aquela que está como que ‘desimpedida’ de qualquer norma ou restrição. Assim, o indivíduo é livre de fazer o que acha que lhe convém.
Se para Marx os fatos sociais são interdependentes: todas as mudanças produzidas no meio social refletem-se no organismo social. Um ato político afeta um setor da economia, da saúde, etc. As sociedades tradicionais proporcionar uma forma de divisão do trabalho, mesmo que fundamentada na idade, gênero ou força física. O que distingui esta forma de divisão natural do trabalho, pela divisão do trabalho no capitalismo é a ausência de um excedente na produção.
Para Marx os trabalhadores estariam dominados pela ideologia da classe dominante, ou seja, as idéias que eles têm do mundo e da sociedade seriam as mesmas idéias que a burguesia espalha. O capitalismo seria atingido por crises econômicas porque ele se tornou o impedimento para o desenvolvimento das forças produtivas. Seria um absurdo que a humanidade inteira se dedica-se a trabalhar e a produzir subordinada a um punhado de grandes empresários. A economia do futuro que associaria todos os homens e povos do planeta, só poderia ser uma produção controlada por todos os homens e povos. Para Marx, quanto mais o mundo se unifica economicamente mais ele necessita de socialismo.
Marx tentou demonstrar que no capitalismo sempre haveria injustiça social, e que o único jeito de uma pessoa ficar rica e ampliar sua fortuna seria explorando os trabalhadores, ou seja, o capitalismo, de acordo com Marx é selvagem, pois o operário produz mais para o seu patrão do que o seu próprio custo para a sociedade, e o capitalismo se apresenta necessariamente como um regime econômico de exploração, sendo a mais-valia a lei fundamental do sistema.
Para Durkheim, as diferenças sociais criadas pela divisão social do trabalho, ligam os indivíduos pela necessidade de troca de serviços e pela sua interdependência.
A ‘sociologia positivista’ se propõe a investigar os fatos coletivos tomados como reais incluindo nessa categoria os ideais construídos pelos conjuntos da sociedade, esta que é assim compreendida pelo autor “Numa palavra a sociedade é a natureza, mas a natureza elevada ao mais alto grau de desenvolvimento e concentrando em si todas as energias para, de algum modo, se ultrapassar a si mesma”. (Durkheim, 1911, p. 272).
Se para Durkheim a divisão social do trabalho gera dependência recíproca, para Marx, a divisão do trabalho, expressa os meios de segmentação da sociedade.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Karl_Marx. Disponível em 22 de abril de 2007
DURKHEIM.Émile. Sociologia, pragmatismo e filosofia. Porto-Portugal.Rés-Editora.Ltda s/d.
Revista Nova Escola; Grandes Pensadores; Edição Escpecial. Vol 2.
DURKHEIM. Émile. Da divisão do trabalho social, 2ª ed. São Paulo: Martins Fontes, 2004.
MARX, Karl. O Capital: crítica da economia política. 22ª ed., Rio de Janeiro: civilização Brasileira, 2004. (2 volumes)
REFERÊNCIA DIGITAIS:
O sociólogo David Émile Durkheim, nasceu em 1851, e faleceu em 1917, era francês de boa família, formado em Direito e Economia, contudo sua obra inteira é dedicada a Sociologia. Para Émile Durkheim, um dos fundadores da sociologia, a educação é por natureza social e tem a função de desenvolver as competências e capacidades necessárias para preservar a sociedade. Vendo a sociedade como um todo e não dá importância as ações dos membros individuais. Durkheim atribui à educação duas funções simultâneas, a de homogeneizar e a de diferenciar. Afirma, que a sociedade só poderá perpetuar se renovar continuamente as condições da sua própria existência, e que essa renovação é feita através da educação, em que as gerações adultas atuam sobre as mais jovens. Homogeneíza transmitindo valores e normas básicas e comuns; diferencia especializando para as diversas tarefas no mundo do trabalho.
Seu trabalho dar início na reflexão e no reconhecimento da existência de uma “Consciência Coletiva”. Ele parte do pressuposto de que o homem seria apenas um animal selvagem que só se tornou humano porque se tornou sociável, ou seja, foi capaz de aprender hábitos e costumes característicos de seu grupo social para poder conviver no meio deste. Denominando este processo de aprendizagem como “Socialização”, a consciência coletiva do ser humano, tomaria como formação de acordo com a socialização e seria composta por tudo aquilo que temos formado em nossas mentes, servindo como orientação de como devemos ser, sentir e nos comportar. O que foi denominado como “Fatos Sociais”, afirmando ser os verdadeiros objetos de estudo da Sociologia. Nem todos os atos de um indivíduo é um fato social, para ser um fato social tem de acatar a 3 características denominadas como: generalidade, exterioridade e coercitividade. Generalidade: é a comunhão no pensar, agir e sentir de um grupo de pessoas. Exterioridade: é aquele fato que esta intrínseco no indivíduo. Mesmo que o indivíduo queira roubar, matar ou cometer qualquer ato ilícito, ele não o fará, mas não por que está proibido pela lei para tais atos, mas por estar acima de sua vontade o limite do que pode ou não ser feito. Coercitividade, é a obrigação do indivíduo a seguir determinada orientação, conceito ou norma já preestabelecida pela sociedade (Estado). “As regras do método sociológico”, livro publicado por Durkheim, define uma metodologia de estudo, que embora sendo em boa parte retirada das ciências naturais, retrata a importância da nova ciência. Tornando necessária a revelação das leis que regem o comportamento social, em seus estudos, ele concluiu que os fatos sociais abrangem toda a sociedade, o que só é possível se aceitarmos que a sociedade é um conjunto de um todo. Sendo assim, qualquer alteração afeta toda a sociedade, o que quer dizer que se algo não vai bem em algum setor da sociedade, toda ela sentirá o efeito. Partindo deste ponto de vista ele desenvolve dois dos seus principais conceitos: Instituição Social e Anomia. A instituição social é um mecanismo que protege a sociedade, ou seja, é um conjunto de regras e procedimentos padronizados socialmente, reconhecidos, aceitos e admitidos por ela, cuja importância estratégica é manter a organização do grupo satisfazendo as necessidades dos indivíduos os quais fazem parte. As instituições são conseqüentemente conservadoras por essência, podendo ser a família, a escola, o governo, a polícia ou qualquer outra, elas atuam, pela manutenção da ordem não admitindo mudanças. Durkheim esclarece e defende em sua obra o quanto acredita que essas instituições são valorosas, sendo assim considerado como um conservador, causando antipatia a sua obra durante muitos anos, dedicou-se ao estudo da criminalidade, do suicídio e da religião, discípulo genial de Comte, sistematizou algumas de suas idéias e foi o primeiro a usar efetivamente a expressão “Sociologia” para referir-se ao estudo em pauta, que seu mestre ainda chamava de “Física Social”.
Karl Marx era alemão, nasceu em 1818 e faleceu em 1883, seus pais eram judeus que tiveram que se converter ao cristianismo em função das restrições impostas à presença de membros de etnia judaica no serviço público. Era filósofo e com base em seus pensamentos, fundador da sociologia alemã, tinha como objeto de estudo a ação social. Entendia por ação social todo o comportamento intencional que se desenvolve num sistema de interação ou interdependência social entre a sociedade e o indivíduo. Marx foi o homem mais odiado e mais caluniado de seu tempo. Governos, tanto absolutos como republicanos, deportaram-no de seus territórios. Burgueses, quer conservadores ou ultrademocráticos, porfiavam entre si ao lançar difamações contra ele. Tudo isso ele punha de lado, como se fossem teias de aranha, não tomando conhecimento, só respondendo quando necessidade extrema o compelia a tal. E morreu amado, reverenciado e pranteado por milhões de colegas trabalhadores revolucionários - das minas da Sibéria até a Califórnia, de todas as partes da Europa e da América, muito embora, possa ter tido muitos adversários, não teve nenhum inimigo pessoal. Marx achava que não era o conhecimento espiritual que mudava a produção da existência e, consequentemente, a vida social, mas exatamente o contrário: com a atividade prática, a revolução, o corpo social transformava também a sua subjetividade. Marx tinha um pensamento prático e político que muitos entenderam como sendo um método a determinar a realidade, chamando-o de materialismo histórico e dialético, que mais tarde veio a ser denominado de marxismo. Inicialmente não houve grande aderência a estas teorias marxistas no âmbito da sociologia, mas com os movimentos estudantis e em conseqüência dos primeiros sintomas de crise econômica e de conflitos entre vários grupos sociais nos finais dos anos 60, surgiram idéias fundamentadas no marxismo e em oposição às teorias funcionalistas baseadas no consenso da ordem social. Estes autores marxistas analisam a base conflitual da ordem social e a função de reprodução social através da educação de uma perspectiva muito crítica. O processo de crítica ao pensamento de Marx iniciou-se desde a publicação de suas primeiras obras, e continuam até hoje. As críticas da época em que ele estava vivo receberam respostas por parte dele e Engels, e, posteriormente, pelos seus seguidores e por intelectuais preocupados em conhecer o pensamento de Marx, chegando à conclusão de que exclusivamente a partir do ponto de vista de quem não tem absolutamente nada a perder se pode desejar a enxergar a verdade.
Passa a entender melhor as diferentes abordagens sociológicas de Durkheim, quando se tem em consideração o ambiente cultural da época na Alemanha e na França. Enquanto na Alemanha a sociologia desenvolve-se entrosada com a história, a economia e a psicologia, Na França o positivismo de Durkheim, que toma como modelo científico a física clássica, distanciando-se das influências da psicologia, destaca-se por várias de suas reflexões, das quais enfatizamos o seu estudo pormenorizado do suicídio; a afirmação de que o homem possui duas consciências distintas (Coletiva e Individual); a concepção de que a sociedade é estruturada pela divisão de trabalho social; a tese de que nem todos os fatos designados de "social" são fatos sociais, posto que existe o fato normal e o patológico; etc. Dentre as suas reflexões, as atinentes aos fatos sociais merecem especial destaque. Para Durkheim o homem era dotado de duas consciências: Consciência Coletiva: é a consciência imposta pela sociedade, onde ela estabelece o que pode e não ser feito; quais os limites, direitos e deveres de cada um, existente em cada indivíduo. Consciência Individual: é aquela que está como que ‘desimpedida’ de qualquer norma ou restrição. Assim, o indivíduo é livre de fazer o que acha que lhe convém.
Se para Marx os fatos sociais são interdependentes: todas as mudanças produzidas no meio social refletem-se no organismo social. Um ato político afeta um setor da economia, da saúde, etc. As sociedades tradicionais proporcionar uma forma de divisão do trabalho, mesmo que fundamentada na idade, gênero ou força física. O que distingui esta forma de divisão natural do trabalho, pela divisão do trabalho no capitalismo é a ausência de um excedente na produção.
Para Marx os trabalhadores estariam dominados pela ideologia da classe dominante, ou seja, as idéias que eles têm do mundo e da sociedade seriam as mesmas idéias que a burguesia espalha. O capitalismo seria atingido por crises econômicas porque ele se tornou o impedimento para o desenvolvimento das forças produtivas. Seria um absurdo que a humanidade inteira se dedica-se a trabalhar e a produzir subordinada a um punhado de grandes empresários. A economia do futuro que associaria todos os homens e povos do planeta, só poderia ser uma produção controlada por todos os homens e povos. Para Marx, quanto mais o mundo se unifica economicamente mais ele necessita de socialismo.
Marx tentou demonstrar que no capitalismo sempre haveria injustiça social, e que o único jeito de uma pessoa ficar rica e ampliar sua fortuna seria explorando os trabalhadores, ou seja, o capitalismo, de acordo com Marx é selvagem, pois o operário produz mais para o seu patrão do que o seu próprio custo para a sociedade, e o capitalismo se apresenta necessariamente como um regime econômico de exploração, sendo a mais-valia a lei fundamental do sistema.
Para Durkheim, as diferenças sociais criadas pela divisão social do trabalho, ligam os indivíduos pela necessidade de troca de serviços e pela sua interdependência.
A ‘sociologia positivista’ se propõe a investigar os fatos coletivos tomados como reais incluindo nessa categoria os ideais construídos pelos conjuntos da sociedade, esta que é assim compreendida pelo autor “Numa palavra a sociedade é a natureza, mas a natureza elevada ao mais alto grau de desenvolvimento e concentrando em si todas as energias para, de algum modo, se ultrapassar a si mesma”. (Durkheim, 1911, p. 272).
Se para Durkheim a divisão social do trabalho gera dependência recíproca, para Marx, a divisão do trabalho, expressa os meios de segmentação da sociedade.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Karl_Marx. Disponível em 22 de abril de 2007
DURKHEIM.Émile. Sociologia, pragmatismo e filosofia. Porto-Portugal.Rés-Editora.Ltda s/d.
Revista Nova Escola; Grandes Pensadores; Edição Escpecial. Vol 2.
DURKHEIM. Émile. Da divisão do trabalho social, 2ª ed. São Paulo: Martins Fontes, 2004.
MARX, Karl. O Capital: crítica da economia política. 22ª ed., Rio de Janeiro: civilização Brasileira, 2004. (2 volumes)
REFERÊNCIA DIGITAIS:
A ESCRAVIDÃO O CHÃO DO BRASIL
Colonização do Preconceito e da Desigualdade
No Brasil, a escravidão teve início com a produção de açúcar na primeira metade do século XVI. Os portugueses traziam os negros africanos de suas colônias na África para utilizar como mão-de-obra escrava nos engenhos de açúcar no Nordeste. Os comerciantes de escravos portugueses vendiam os africanos como se fossem mercadorias ou animais aqui no Brasil. Os escravos saudáveis chegavam a valer o dobro daqueles mais fracos ou mais velhos.
Esses escravos eram extraidos da África de maneira desumana, transportados em porões imundos, abafados e amontoados em condições precárias nos navios negreiros, e muitos morriam antes de chegar ao Brasil, e estes tinham os seus corpos lançados ao mar.
Os sobreviventes dessa viagem desumana chegaram aqui para trabalhar nos engenhos de açúcar, nas fazendas de café, nas casas grandes e nas minas de ouro, os escravos eram tratados da pior forma possível trabalhavam muito de sol a sol chegavam a trabalhar dezoito (18) horas por dia recebendo em troca trapos de roupas e uma alimentação de péssima qualidade. Passavam as noites em galpões escuros, úmidos e sem condições nenhuma de higiene, chamados de senzalas. Os poucos momentos que esses negros se encontravam na senzala, eles eram acorrentados para evitar as fugas. Eram constantemente castigados fisicamente e mentalmente, sendo que o açoite no tronco era a punição mais comum no período Colonial.
Esses negros não tinham direito de praticar sua religião de origem africana e de realizar suas festas e rituais. Eram obrigados a seguir a religião católica, imposta pelos senhores, e a adotar a língua portuguesa na comunicação. E mesmo com todas as imposições e restrições não deixaram à sua cultura africana se apagar. Eles se escondiam para realizar seus rituais, suas festas e tabém manter suas representações artísticas e até conseguiram desenvolveram uma forma de luta a Capoeira.
Não só os homens sofreram com a escravidão, mas as mulheres negras também, embora, os senhores de engenho utilizassem esta mão-de-obra, principalmente para os trabalhos domésticos: cozinheiras, arrumadeiras, damas de companhia e até mesmo amas de leite foram comuns naqueles tempos de colônia.
No século XVIII dito como o Século do Ouro alguns escravos em negociatas com seus senhores conseguiam comprar sua liberdade e adquiriam a sua carta de alforria e aqueles que não tinham como negociar a sua carta de alforria ragiam a escravidão de outra forma, buscando uma vida digna.
Realizavam revoltas nas fazendas em que os grupos de escravos fugiam, formando nas florestas os famosos quilombos.
Os quilombos eram comunidades bem organizadas, onde os integrantes viviam em liberdade, através de uma organização comunitária aos moldes do que existia na África. Nos quilombos, eles podiam praticar toda sua cultura, falar sua língua e exercer seus rituais religiosos. O mais famoso foi o Quilombo dos Palmares, que era localizado na Serra da Barriga e comandado por Zumbi dos Palmares. Zumbi nasceu em 1595 e foi um grande guerreiro que viveu 100 anos resistindo aos ataques da Coroa Portuguesa. O dia da sua morte, 20 de novembro do ano de 1695, é consagrado até os dias de hoje pelo povo negro o Dia da Consciência Negra.
E só na metade do século XIX a escravidão no Brasil passou a ser contestada pela Inglaterra. Interessada em ampliar seu mercado consumidor no Brasil e no mundo o Parlamento Inglês aprovou a Lei Bill Aberdeen (1845), que proibia o tráfico dos escravos dando poder aos ingleses de abordarem e aprisionarem os navios de países que faziam esta prática.
Em 1850, o Brasil cedeu as pressões inglesas e aprovou a Lei Euzébio de Queiroz que acabou com o tráfico negreiro. Em 28 de setembro de 1871 foi aprovada a Lei do Ventre Livre que dava liberdade aos negros nascidos a partir daquela data. E no ano de 1885 era promulgada a Lei do Sexagenário que garantia liberdade aos escravos com mais de 60 anos de idade. E somente no final do século XIX é que a escravidão foi mundialmente proibida. Aqui no Brasil, a Abolição se deu em 13 de maio de 1888 com a publicação da Lei Áurea, feita pela Princesa Izabel. E assim se deu todo o processo de Abolição da Escravatura.
Nos tempos modernos podemos citar, que Portugal foi o maior desenvolvedor e mais lucrador e empreendidor escravista da época no sistema econômico implantado no Brasil e em outras Colônias Portuguesas, fez do comercio de negros africanos, homens e mulheres, um meio eficaz e rápido de atingir lucros. Percebemos que desde os primórdios dos tempos, o homem tem escravizado outro homem, a fim de satisfazer as suas necessidades de mão-de-obra, e principalmente para demonstrar e aumentar o seu poder.
Todo mês de maio lembramos da libertação dos escravos, Princesa Izabel, situação dos negros no Brasil, trabalho infantil... e vem a pergunta, após a libertação dos escravos no Brasil, pode-se dizer que acabou com a escravidão?
Focalizando nossos dias ainda podemos citar forma de escravidão? Cabe a pergunta: como os produtos “made in Taiwan”, que nos compramos a preços baixos, podem ser tão baratos? Qual o tipo de mão-de-obra utilizada nessa produção? Essa mesma pergunta podemos fazer aos nossos produtos nacionais já que temos exemplos de produtos com preços abaixo do mercado.
Sabemos que nos interiores de nosso país infelizmente encontramos o trabalho escravo, este que está inserido em parte do latifúndio brasileiro, e portando no agro negocio internacional. Por isso, ações de combate devem ser tomadas não só pelo Brasil, mas por países que podem lucrar com isso.
A origem disso esta no tipo de colonização que tivemos (Colônia de Exploração...), que impôs o latifúndio, uns com quase tudo e o grande resto com quase nada e a escravidão (a maioria sendo explorada pela menoria). Depois da Abolição os Ex Escravos não receberam nehuma compensação, nenhum pedacinho de terra para plantar. O brasil se tornou um país capitalista, com a maioria dos trabalhadores recebendo salários. Mas o capitalismo brasileiro foi construido de forma Selvagem, com muito sacrificio e pouco salário. As tentativas de mundanças às situações foram cortadas com violência. Foi o caso por exemplo, das reformas de base interrompidas pelo golpe militar de 1964. Ou seja o processo de formação do Brasil leva-nos à inevitavel conclusão de que não passa de um tolo preconceito acreditar que, “ O povo brasileiro é o culpado pela situação do país”. Afinal o povo trabalhador tem sido antes de tudo uma grande vitima da estrutura social injusta.
Vimos no histórico do Brasil que a miscigenação não era vista com bons olhos era a quebra do padrão de uma civilização. Civilização essa mal estruturada que aboliu os negros, mas não os amparou, deixou-os abandonados a própria sorte. Mas, as poucas oportunidades e o preconceito da sociedade acabavam fechando as portas para essas pessoas e dando inicio a mendicância e a prostituição,a violência e a geração de invasão na zona urbana e criando periferias e vivendo em condições precárias.
O Brasil de hoje continua desfrutando do preconceito racial e como mascara divulga a igualdade não existente na sociedade brasileira onde a “Democracia Racial” é uma grande farça, hoje ainda e sustentado o mito que o Brasil não é um país racista, embora vivemos ardentemente todos os dias o racismo espalhado por todo o país, onde não existe conveniência nem harmonia entre os povos. E devido o homem branco ter manipulado a formação do Brasil ele tornou-se destaque na vida social e financeira, sabe-se que a realidade hoje é de desemprego onde a taxa dos Negros desempregados é superior a dos Brancos. Pesquisas realizadas através do Dieese, nos mostram o que todos já deveriam saber que nós vivemos em um país profundamente racista e que o homem branco ganha mais do que a mulher branca, que ganha mais do que o homem negro, que ganha mais do que a mulher negra. Sabemos também que nos dias atuais o Brasil vive a discriminação racial camulflada para as suas conveniências, calando e oprimindo a Raça Negra covardemente afirmando que no Brasil não há Racismo.
A conclusão que chegamos é de que desde o periodo colonial já existia a concentração de riquezas, a mal distribuição de renda, a desumanização dos negros e a desigualdade social e sempre tendo a visão dos negros como subalternos, marginalizados e seres inferiores que não merece qualquer tipo de respeito.
Infelizmente ainda hoje, tudo o que o negro consegue é atravez de leis como a cota de negros nas Universidades, que estipula a quantidade de negros que vão estudar, isso não é uma forma de preconceito? Os negros podem estudar mas só alguns?
Esse estudo mostra que não mudou muita coisa, desde a colonização continuamos com a mente pequena e vazia desvalorizando e humilhando os nossos negros que tanto contribuiram para a nossa cultura e o nosso desenvolvimento como país e não só por isso, mas porque somos seres humanos independente de Raça, portanto merecemos Respeito e jamais esquecer que o Brasil foi formado por Indios, Negros e Brancos.
Bibliografia:
Modulo I, Serviço Social Unopar – Formação Social, Política e Econômica do Brasil.
Textos Complementares: FRAGOSO, João Luis, Da Senzala a Colônia.
VAINFAS, Ronaldo – Colonização e Miscigenação e Questão Racial: notas sobre Equívocos e Tabus da Historiografia.
CAMURATI, Carla. Filme Carlota Joaquina.
Páginas na Internet:
http://www.brasilcultura.com.br/conteudo.php?id=182&menu=97&sub=191
http://www.rolim.com.br/2002/modules.php?name=News&file=article&sid=92
No Brasil, a escravidão teve início com a produção de açúcar na primeira metade do século XVI. Os portugueses traziam os negros africanos de suas colônias na África para utilizar como mão-de-obra escrava nos engenhos de açúcar no Nordeste. Os comerciantes de escravos portugueses vendiam os africanos como se fossem mercadorias ou animais aqui no Brasil. Os escravos saudáveis chegavam a valer o dobro daqueles mais fracos ou mais velhos.
Esses escravos eram extraidos da África de maneira desumana, transportados em porões imundos, abafados e amontoados em condições precárias nos navios negreiros, e muitos morriam antes de chegar ao Brasil, e estes tinham os seus corpos lançados ao mar.
Os sobreviventes dessa viagem desumana chegaram aqui para trabalhar nos engenhos de açúcar, nas fazendas de café, nas casas grandes e nas minas de ouro, os escravos eram tratados da pior forma possível trabalhavam muito de sol a sol chegavam a trabalhar dezoito (18) horas por dia recebendo em troca trapos de roupas e uma alimentação de péssima qualidade. Passavam as noites em galpões escuros, úmidos e sem condições nenhuma de higiene, chamados de senzalas. Os poucos momentos que esses negros se encontravam na senzala, eles eram acorrentados para evitar as fugas. Eram constantemente castigados fisicamente e mentalmente, sendo que o açoite no tronco era a punição mais comum no período Colonial.
Esses negros não tinham direito de praticar sua religião de origem africana e de realizar suas festas e rituais. Eram obrigados a seguir a religião católica, imposta pelos senhores, e a adotar a língua portuguesa na comunicação. E mesmo com todas as imposições e restrições não deixaram à sua cultura africana se apagar. Eles se escondiam para realizar seus rituais, suas festas e tabém manter suas representações artísticas e até conseguiram desenvolveram uma forma de luta a Capoeira.
Não só os homens sofreram com a escravidão, mas as mulheres negras também, embora, os senhores de engenho utilizassem esta mão-de-obra, principalmente para os trabalhos domésticos: cozinheiras, arrumadeiras, damas de companhia e até mesmo amas de leite foram comuns naqueles tempos de colônia.
No século XVIII dito como o Século do Ouro alguns escravos em negociatas com seus senhores conseguiam comprar sua liberdade e adquiriam a sua carta de alforria e aqueles que não tinham como negociar a sua carta de alforria ragiam a escravidão de outra forma, buscando uma vida digna.
Realizavam revoltas nas fazendas em que os grupos de escravos fugiam, formando nas florestas os famosos quilombos.
Os quilombos eram comunidades bem organizadas, onde os integrantes viviam em liberdade, através de uma organização comunitária aos moldes do que existia na África. Nos quilombos, eles podiam praticar toda sua cultura, falar sua língua e exercer seus rituais religiosos. O mais famoso foi o Quilombo dos Palmares, que era localizado na Serra da Barriga e comandado por Zumbi dos Palmares. Zumbi nasceu em 1595 e foi um grande guerreiro que viveu 100 anos resistindo aos ataques da Coroa Portuguesa. O dia da sua morte, 20 de novembro do ano de 1695, é consagrado até os dias de hoje pelo povo negro o Dia da Consciência Negra.
E só na metade do século XIX a escravidão no Brasil passou a ser contestada pela Inglaterra. Interessada em ampliar seu mercado consumidor no Brasil e no mundo o Parlamento Inglês aprovou a Lei Bill Aberdeen (1845), que proibia o tráfico dos escravos dando poder aos ingleses de abordarem e aprisionarem os navios de países que faziam esta prática.
Em 1850, o Brasil cedeu as pressões inglesas e aprovou a Lei Euzébio de Queiroz que acabou com o tráfico negreiro. Em 28 de setembro de 1871 foi aprovada a Lei do Ventre Livre que dava liberdade aos negros nascidos a partir daquela data. E no ano de 1885 era promulgada a Lei do Sexagenário que garantia liberdade aos escravos com mais de 60 anos de idade. E somente no final do século XIX é que a escravidão foi mundialmente proibida. Aqui no Brasil, a Abolição se deu em 13 de maio de 1888 com a publicação da Lei Áurea, feita pela Princesa Izabel. E assim se deu todo o processo de Abolição da Escravatura.
Nos tempos modernos podemos citar, que Portugal foi o maior desenvolvedor e mais lucrador e empreendidor escravista da época no sistema econômico implantado no Brasil e em outras Colônias Portuguesas, fez do comercio de negros africanos, homens e mulheres, um meio eficaz e rápido de atingir lucros. Percebemos que desde os primórdios dos tempos, o homem tem escravizado outro homem, a fim de satisfazer as suas necessidades de mão-de-obra, e principalmente para demonstrar e aumentar o seu poder.
Todo mês de maio lembramos da libertação dos escravos, Princesa Izabel, situação dos negros no Brasil, trabalho infantil... e vem a pergunta, após a libertação dos escravos no Brasil, pode-se dizer que acabou com a escravidão?
Focalizando nossos dias ainda podemos citar forma de escravidão? Cabe a pergunta: como os produtos “made in Taiwan”, que nos compramos a preços baixos, podem ser tão baratos? Qual o tipo de mão-de-obra utilizada nessa produção? Essa mesma pergunta podemos fazer aos nossos produtos nacionais já que temos exemplos de produtos com preços abaixo do mercado.
Sabemos que nos interiores de nosso país infelizmente encontramos o trabalho escravo, este que está inserido em parte do latifúndio brasileiro, e portando no agro negocio internacional. Por isso, ações de combate devem ser tomadas não só pelo Brasil, mas por países que podem lucrar com isso.
A origem disso esta no tipo de colonização que tivemos (Colônia de Exploração...), que impôs o latifúndio, uns com quase tudo e o grande resto com quase nada e a escravidão (a maioria sendo explorada pela menoria). Depois da Abolição os Ex Escravos não receberam nehuma compensação, nenhum pedacinho de terra para plantar. O brasil se tornou um país capitalista, com a maioria dos trabalhadores recebendo salários. Mas o capitalismo brasileiro foi construido de forma Selvagem, com muito sacrificio e pouco salário. As tentativas de mundanças às situações foram cortadas com violência. Foi o caso por exemplo, das reformas de base interrompidas pelo golpe militar de 1964. Ou seja o processo de formação do Brasil leva-nos à inevitavel conclusão de que não passa de um tolo preconceito acreditar que, “ O povo brasileiro é o culpado pela situação do país”. Afinal o povo trabalhador tem sido antes de tudo uma grande vitima da estrutura social injusta.
Vimos no histórico do Brasil que a miscigenação não era vista com bons olhos era a quebra do padrão de uma civilização. Civilização essa mal estruturada que aboliu os negros, mas não os amparou, deixou-os abandonados a própria sorte. Mas, as poucas oportunidades e o preconceito da sociedade acabavam fechando as portas para essas pessoas e dando inicio a mendicância e a prostituição,a violência e a geração de invasão na zona urbana e criando periferias e vivendo em condições precárias.
O Brasil de hoje continua desfrutando do preconceito racial e como mascara divulga a igualdade não existente na sociedade brasileira onde a “Democracia Racial” é uma grande farça, hoje ainda e sustentado o mito que o Brasil não é um país racista, embora vivemos ardentemente todos os dias o racismo espalhado por todo o país, onde não existe conveniência nem harmonia entre os povos. E devido o homem branco ter manipulado a formação do Brasil ele tornou-se destaque na vida social e financeira, sabe-se que a realidade hoje é de desemprego onde a taxa dos Negros desempregados é superior a dos Brancos. Pesquisas realizadas através do Dieese, nos mostram o que todos já deveriam saber que nós vivemos em um país profundamente racista e que o homem branco ganha mais do que a mulher branca, que ganha mais do que o homem negro, que ganha mais do que a mulher negra. Sabemos também que nos dias atuais o Brasil vive a discriminação racial camulflada para as suas conveniências, calando e oprimindo a Raça Negra covardemente afirmando que no Brasil não há Racismo.
A conclusão que chegamos é de que desde o periodo colonial já existia a concentração de riquezas, a mal distribuição de renda, a desumanização dos negros e a desigualdade social e sempre tendo a visão dos negros como subalternos, marginalizados e seres inferiores que não merece qualquer tipo de respeito.
Infelizmente ainda hoje, tudo o que o negro consegue é atravez de leis como a cota de negros nas Universidades, que estipula a quantidade de negros que vão estudar, isso não é uma forma de preconceito? Os negros podem estudar mas só alguns?
Esse estudo mostra que não mudou muita coisa, desde a colonização continuamos com a mente pequena e vazia desvalorizando e humilhando os nossos negros que tanto contribuiram para a nossa cultura e o nosso desenvolvimento como país e não só por isso, mas porque somos seres humanos independente de Raça, portanto merecemos Respeito e jamais esquecer que o Brasil foi formado por Indios, Negros e Brancos.
Bibliografia:
Modulo I, Serviço Social Unopar – Formação Social, Política e Econômica do Brasil.
Textos Complementares: FRAGOSO, João Luis, Da Senzala a Colônia.
VAINFAS, Ronaldo – Colonização e Miscigenação e Questão Racial: notas sobre Equívocos e Tabus da Historiografia.
CAMURATI, Carla. Filme Carlota Joaquina.
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